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PEDRA NA VESÍCULA

  • 4 de abr. de 2016
  • 2 min de leitura

A vesícula e um pequeno órgão em forma de pêra, localizado abaixo do fígado do lado superior direito do abdome. É responsável por armazenar a bile, substância rica em água, gorduras e sais, que é produzida pelo fígado (cerca de mais de 1 litro diário), com capacidade de 30-50 ml e que tem a função, e a bile como um sabão, tem a função de dissolver as gorduras para auxiliar na absorção.

A bile deixa o fígado e a vesícula, através de canalículos até o intestino delgado, junto com o canal do pâncreas. O excesso de bile produzida, volta a ser armazenada na vesícula biliar onde permanece até a próxima ingestão de gorduras.

Algumas pessoas, apresentam um processo inflamatório crônico da vesícula, e esta, perde a capacidade de concentrar adequadamente a bile, tornando mais espessa (barro ou lama biliar) ou formando pedras.

As mulheres tem um risco três vezes maior que os homens em desenvolver pedras na vesícula, provavelmente em decorrências dos hormônios, uma vez que aumenta ainda mais, durante a gestação ou reposição hormonal. Pessoas portadoras de doenças como, diabetes, obesidade, anemia falciforme, doença de crohn, cirrose ou que perderam peso rapidamente, também podem desenvolver esta doença.

Os riscos, além da dor, é de provocar uma inflamação aguda, migrar e obstruir o canal principal, que chamamos de ducto colédoco ou o do pâncreas, provocando uma pancreatite aguda. Cálculos maiores que 2 centímetros, estão associados a um maior risco de desenvolvimento de câncer da vesícula, e esta à um alto índice de mortalidade.

Os pacientes com pedras na vesícula, deve evitar a ingestão de gorduras até que a cirurgia para sua remoção seja realizada, para evitar estas complicações.

Como trata-se de um processo crônico e inflamatório, as tentativas de tratamentos clínicos, não são bem sucedidas, aumentando o risco da pancreatite aguda.

O diagnóstico é realizado através da ultrassonografia, exame este com maior sensibilidade para visualização das pedras. A ressonância magnética e a tomografia, possuem uma sensibilidade menor, porém são úteis para diferenciar de outras patologias.

O tratamento cirúrgico chama-se COLECISTECTOMIA e atualmente é realizada na maioria das vezes através da VIDEOLAPAROSCOPIA, podendo também, ser realizada por CIRURGIA ROBÓTICA e em menor número por LAPAROTOMIA, sendo esta última muito mais dolorida e a última opção, reservada apenas à casos muitos especiais.




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